A terra roxa basáltica de Cascavel, rica em argilominerais lateríticos, responde de forma particular à compactação — e a variação de umidade entre a estação seca e as chuvas intensas de verão pode comprometer a densificação se não houver controle de campo. Em obras de pavimentação na região da Avenida Brasil ou em loteamentos nos bairros Country e Neva, aplicamos o método do cone de areia seguindo a DNER-ME 052/94 e a NBR 7185/2016 para verificar o grau de compactação exigido em projeto. O ensaio de densidade in situ é o único procedimento normatizado que entrega um valor direto de massa específica aparente seca no ponto exato da camada compactada, permitindo a liberação de subleitos e bases antes da aplicação do revestimento asfáltico. Com a expansão urbana acelerada da cidade, o risco de recalques diferenciais em aterros sobre solos colapsíveis exige que cada camada seja aprovada com dados reais — e é aí que nosso laboratório entra com equipe de campo e calibração certificada.
A calibração diária do frasco de areia contra vibração e umidade é o fator que separa um dado confiável de um número sem validade em auditoria de obra.
Detalhes técnicos do serviço em Cascavel

Condições geotécnicas locais em Cascavel
Uma obra de galpão logístico às margens da BR-277, no distrito industrial de Cascavel, havia liberado três camadas de aterro com controle visual e apenas dois ensaios de campo insuficientes. O resultado apareceu seis meses depois: trincas longitudinais no piso de concreto protendido e recalques de até 8 cm nos pilares centrais. O retrocesso custou à construtora a remoção completa do contrapiso, recompactação por camadas e nova concretagem, com atraso de 120 dias na entrega. Se o controle com cone de areia tivesse sido executado a cada 100 m³, a segunda camada teria sido reprovada antes de receber a seguinte — e o custo da correção seria uma fração do prejuízo final. Em Cascavel, onde a sazonalidade hídrica do solo basáltico provoca oscilações de densidade de até 0,15 g/cm³ entre maio e dezembro, a ausência de verificação de campo não é economia: é exposição a passivo geotécnico.
Nossos serviços
O ensaio de densidade in situ não é um procedimento isolado: ele funciona como ponto de verificação dentro de um plano de controle tecnológico completo. Em Cascavel oferecemos os seguintes serviços integrados:
Controle de compactação por cone de areia
Execução in situ com frasco calibrado, determinação de massa específica aparente seca e cálculo do grau de compactação (GC) em relação ao Proctor de referência.
Ensaio Proctor Normal e Modificado
Compactação em laboratório nas energias normal e modificada para obtenção da curva de compactação e da densidade seca máxima de projeto.
Determinação de umidade em campo (speedy e estufa)
Medição imediata da umidade com balança e estufa portátil para correção do cálculo de desvio de umidade em relação à ótima.
Relatório técnico com rastreabilidade
Documento assinado por engenheiro responsável, com coordenadas do ponto, croqui de localização, memória de cálculo e certificado de calibração da areia.
Perguntas frequentes
Em que tipo de solo o cone de areia não é recomendado em Cascavel?
O método é confiável para solos com partículas de até 19 mm. Em aterros com pedregulhos ou brita graduada — comuns em bases de pavimento rígido na região — o furo perde geometria e a areia invade os vazios, falseando o volume. Nesses casos recomendamos o método do cilindro biselado ou o densímetro nuclear.
Quanto custa um ensaio de densidade in situ com cone de areia?
O valor unitário fica em torno de R$ 100.000 por ponto, já incluindo deslocamento da equipe, calibração do frasco, determinação da umidade e emissão do relatório técnico assinado.
Qual a frequência correta de ensaios durante a terraplenagem?
A norma indica no mínimo um ensaio a cada 100 m³ de material compactado ou um a cada 100 metros lineares de pista. Em obras de maior responsabilidade, como bases de pavimento na BR-277, reduzimos para um ponto a cada 50 m para garantir homogeneidade estatística. Mais info.