Cascavel
Cascavel, Brazil

Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Cascavel

A norma ABNT NBR 15971:2011 orienta os procedimentos para determinação da condutividade hidráulica em maciços rochosos e solos, e em Cascavel a presença dominante do basalto da Formação Serra Geral torna o ensaio de perda d'água sob pressão — o Lugeon — uma ferramenta indispensável. A cidade cresce sobre um pacote de derrames vulcânicos fraturados, onde a permeabilidade não é uniforme: varia de desprezível na rocha sã a extremamente elevada nas zonas de fratura. Por isso, o ensaio Lefranc mantém sua relevância nos horizontes de solo residual e colúvio que capeiam a rocha, sobretudo nas regiões mais planas próximas à Avenida Brasil. Nossa experiência em projetos regionais mostra que confiar apenas em correlações indiretas pode subestimar o fluxo em descontinuidades, comprometendo rebaixamentos de lençol e a estabilidade de escavações profundas nas áreas centrais. A execução criteriosa destes ensaios, com equipe que conhece o comportamento hidrogeológico local, reduz as incertezas e evita surpresas durante a obra.

Em basalto fraturado, um valor de 1 Lugeon pode corresponder a um k de 1x10⁻⁷ m/s; mas na fratura seguinte, a 50 cm de distância, esse valor pode saltar para 50 Lugeon. A variabilidade hidráulica da rocha é o principal desafio geotécnico da região de Cascavel.

Detalhes técnicos do serviço em Cascavel

O substrato de Cascavel pertence ao Grupo São Bento, com espessos derrames basálticos que exibem disjunções colunares e horizontais. Na prática, isso significa que a água circula preferencialmente pelas juntas e fraturas, enquanto a matriz da rocha é praticamente impermeável. Para avaliar essa anisotropia, o ensaio Lugeon é executado em trechos isolados do furo de sondagem, aplicando estágios de pressão conforme o método de Houlsby, e o resultado expresso em unidades Lugeon permite classificar o maciço quanto à percolação. Já nos solos argilo-siltosos avermelhados que predominam nos bairros como o Country e o Parque São Paulo, recorremos ao ensaio Lefranc de carga constante para obter o coeficiente de condutividade hidráulica (k) em aquíferos freáticos rasos. Muitas vezes complementamos essa investigação com o ensaio CPT para identificar a estratigrafia precisa da camada permeável e calibrar os modelos de fluxo subterrâneo.
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Cascavel
Ensaio de Permeabilidade In Situ (Lefranc/Lugeon) em Cascavel
ParâmetroValor típico
Norma de referência (Lefranc)ABNT NBR 15971:2011 / ISO 22282-2
Norma de referência (Lugeon)ABNT NBR 15971:2011 (Anexo B) / ISRM Suggested Method
Tipo de aquífero investigadoFreático a semi-confinado; fraturado em basalto
Profundidade típica de ensaio em Cascavel5 a 40 m (Lefranc em solo); 10 a 80 m (Lugeon em rocha)
Condutividade hidráulica mensurável10⁻⁵ a 10⁻⁹ m/s (Lefranc); 0,1 a >100 UL (Lugeon)
Número de estágios de pressão3 a 5 (Lugeon padrão Houlsby)
Diâmetro do furo de sondagemNQ (75 mm) a H (96 mm)

Condições geotécnicas locais em Cascavel

A diferença de comportamento do solo entre o centro consolidado de Cascavel e os loteamentos mais novos a oeste, como o bairro Santos Dumont, ilustra bem os riscos de uma investigação hidrogeológica incompleta. No centro, próximo ao Lago Municipal, as escavações para subsolos de edifícios frequentemente atingem o topo rochoso fraturado a menos de 10 metros, exigindo o Lugeon para dimensionar o sistema de drenagem e evitar subpressões no radier. Já nos terrenos mais profundos de solo argiloso da região oeste, a estabilidade de taludes de corte para arruamento depende do coeficiente de permeabilidade obtido pelo Lefranc, que controla as poro-pressões em período chuvoso. Ignorar a heterogeneidade espacial do basalto pode levar a projetos de rebaixamento subdimensionados, erosão interna em solos coluvionares e, em casos extremos, colapso de paredes de escavação durante a construção. O investimento em ensaios in situ bem localizados é a medida mais eficaz para mitigar esses cenários.

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Normas aplicáveis: ABNT NBR 15971:2011 — Ensaio de permeabilidade em furos de sondagem (Lefranc e Lugeon), ISRM Suggested Method for Lugeon Test (Houlsby, 1976), ISO 22282-2:2012 — Geotechnical investigation and testing — Geohydraulic testing — Part 2: Permeability tests in a borehole using open systems

Nossos serviços

A caracterização da permeabilidade em Cascavel requer abordagens distintas para solo e rocha, sempre com controle de qualidade embasado nas normas brasileiras e nos métodos consagrados internacionalmente. A seguir, apresentam-se os dois tipos de ensaio executados na região.

Ensaio Lefranc (carga constante ou variável)

Realizado em furos de sondagem nos horizontes de solo, emprega um trecho isolado por obturador para determinar o coeficiente de condutividade hidráulica (k). Ideal para aquíferos freáticos e projetos de rebaixamento do lençol freático em terrenos sedimentares e coluvionares de Cascavel.

Ensaio Lugeon (perda d'água sob pressão)

Ensaio de múltiplos estágios de pressão em maciço rochoso, medindo a absorção de água nas descontinuidades do basalto. O resultado em unidades Lugeon (UL) é essencial para projetos de injeção de calda de cimento, túneis e análise de percolação em fundações de barragens e edifícios altos.

Perguntas comuns

Quando devo solicitar um ensaio Lugeon em vez do Lefranc em Cascavel?

Sempre que a sondagem atingir o topo rochoso, geralmente o basalto da Formação Serra Geral, deve-se programar o ensaio Lugeon nos trechos fraturados. O Lefranc é aplicado apenas nos horizontes de solo sobrejacentes. Em Cascavel, é comum que furos a partir de 8 a 15 metros já estejam em rocha, mas a decisão final depende da inspeção tátil-visual dos testemunhos e do perfil geológico-geotécnico local.

Como a alta densidade de fraturas no basalto de Cascavel afeta o resultado do ensaio?

A densidade e a conectividade das fraturas controlam diretamente a absorção de água. Um maciço muito fraturado pode apresentar valores superiores a 20 UL, indicando fluxo turbulento e necessidade de tratamento por injeções. Já zonas com fraturas seladas por argilominerais ou sílica podem registrar menos de 1 UL, comportando-se como barreira hidráulica. Por isso executamos o ensaio em trechos isolados, para mapear essa variabilidade vertical.

Qual é o preço médio de um ensaio de permeabilidade in situ na região de Cascavel?
Os ensaios de permeabilidade podem ser feitos no mesmo furo da sondagem SPT?

Sim. Aproveita-se o furo da sondagem à percussão, desde que o diâmetro seja compatível com o obturador e que o trecho de ensaio esteja abaixo do tubo de revestimento. Isso é uma prática comum para otimizar a campanha de investigação, realizando o SPT no solo e, ao atingir a rocha, executando o Lugeon nos intervalos de interesse. Mais info.

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